sábado, 15 de maio de 2010

ARTE PRÉ-HISTÓRICA BRASILEIRA



Do francês rupestre, o termo designa gravação, traçado e pintura sobre suporte rochoso, qualquer que seja a técnica empregada, pelos habitantes da pré-história. Considerada a expressão artística mais antiga da humanidade, a arte rupestre é realizada em cavernas, grutas ou ao ar livre.

 

O termo "registro rupestre" é a definição que tenta substituir entre os arqueólogos a consagrada expressão "arte rupestre", que é a primeira manifestação artística do homem.

O pintor que retratou nas rochas os fatos mais relevantes da sua existência, tinha um conceito estético do seu mundo e da sua circunstância. A intenção prática da sua pintura podia ser diversificada, variando desde a magia ao desejo de historiar a vida do seu grupo, porém, de qualquer forma, o pintor certamente desejava que o desenho fosse "belo" segundo seus próprios padrões estéticos.

 


As primeiras manifestações estéticas estão representadas por pequenos objetos de osso e pedra ou estampadas nas paredes rochosas com tintas vegetais ou minerais nos cinco continentes. O surgimento da arte pré-histórica como um florescer simultâneo em várias partes do mundo tem a ver com os processos da evolução e o aumento da capacidade craniana, ou seja, o aumento do volume do cérebro que permitiria o desenvolvimento dos processos de abstração no gênero homo.

Considerando-se que o homem tem mais de dois milhões de anos e que a arte pré-histórica começou há 30.000, podemos aceitar que a arte rupestre seja "uma arte moderna".

 
Pintura rupestre do Piauí

A magia propiciatória da caça, o culto à fertilidade e a iniciação sexual têm sido os temas favoritos no registro figurativo. No Brasil as pinturas são feitas nas rochas, usando-se do ocre para executá-las (gordura vegetal e animal) na maioria das vezes. E ficaram registradas ao longo de muitos anos.

Pintura rupestre do Rio Grande do Norte

Como afirma Anne-Marie Pessis, que “Durante o período inicial do estilo Serra da Capivara, a região era pouco habitada. Sabemos que outros grupos, minoritários, partilharam o mesmo espaço junto às comunidades culturais de Serra da Capivara. Grupos que não tinham o domínio da técnica gráfica, mas que incorporaram às suas culturas esta prática rupestre das comunidades dominantes. Estas populações seriam responsáveis por outra tradição de pintura rupestre existente no Nordeste do Brasil, a tradição Agreste”. (PESSIS, 1989: 14/15).
As pinturas rupestres seriam o registro da história social dos habitantes daquele período. Onde lhes era possível afixarem seus costumes e práticas cotidianas. Costumes que permitiriam outros grupos ou futuras gerações de seus próprios grupos utilizam-se destas informações registradas.


Rondônia

Estas ações sociais que retratariam, então, a nosso ver, parte do cotidiano da época como caça, danças, rituais, lutas territoriais, animais que viviam naquele momento – um cotidiano muito parecido com o nosso atualmente, onde precisamos lutar para garantir o que nos pertence por direito – dos grafismos puros (que não temos condições de interpretar), cenas de sexo e cenas de brincadeiras, entre outras.

Todos os grupos humanos têm sua própria cultura e interagem. Isso significa que, além de se manifestarem culturalmente, ainda transmitem seus conhecimentos por meio da cultura produzida por estes grupos humanos das mais diferentes formas estéticas, e por meios educativos.

A partir destas cenas podemos, então, depreender que houve sim no território brasileiro, como em outros locais do mundo, história e educação muito antes de 1500.

Serra da Capivara - Piauí

O Brasil com sua imensa extensão territorial teria também uma grande complexidade de formas, estilos de pinturas e locais pintados, auxiliando a comprovar que as escolas rupestres teriam se disseminado.

As pinturas nos mostram, desde muito tempo, que devemos lutar e muito para que a nossa sobrevivência garanta-se. E que sem esta nada conseguimos. E, ainda, que por meio da educação social esta luta torna-se mais fácil de ser vencida.
O humano só se faz em sua plenitude por meio de lutas. E os primeiros habitantes do Brasil já sabiam disto – assim como também nos sabemo - para que possamos compreender melhor a nossa própria historia antiga e ver nela um reflexo para o nosso cotidiano.




Seridó - Rondônia

Façamos em nossas vidas muitas lutas políticas, sociais, culturais e para a sobrevivência, como já fazemos em nossas praticas cotidianas de educadores sociais que somos. Façamos, também, nossas festas, viagens e passeios, entre outras práticas sociais em nome de nossos prazeres como nos mostram os antigos habitantes de nosso Brasil que viveram muito bem, relacionando-se entre si, com o meio ambiente e com os outros grupos humanos que aqui viveram.

Fontes:
http://www.espacoacademico.com.br/041/41cjustamand.htm

Um comentário:

Tati Karpa disse...

Fazia tempo hem!
Tá bem legal o blog com os links para assuntos correlatos abaixo do post!

Coinciência (não, não acredito em coincidências), ia começar a procurar informações sobre arte rupestre quando vi a miniatura da sua atualização no nosso blog!!! Vim direto ao que precisava!
Obrigada =)

bjs e bom fim de semana

Tati - aquecendo para a Virada Cultural [em finzinho de gripe e na expectativa de bastante frio =(]